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Rod Stewart
Rod Stewart nasce a 10 de Janeiro de 1945 em Londres. A sua carreira musical começa no início da década de 60. Após algumas passagens fugazes por várias bandas, fixa-se, no final de 1966, no projecto Jeff Beck Group. Nesta altura, começa a ganhar notoriedade, revolucionando, juntamente com o ex-guitarrista dos Yarbirds, o heavy blues-rock. "Truth", o álbum de estreia da banda, é editado no final de 1968, torna-se um hit, quer no Reino Unido, quer nos EUA. No Verão de 1969, é editado o seu segundo trabalho, "Beck-Ola", que se viria a revelar novo sucesso, facto que, apesar de tudo, não impediu o desmantelamento da banda.

Juntamente com o baixista do Jeff Beck Group, Ron Wood (futuro Rolling Stones), ingressa nos Small Faces, substituindo o vocalista e guitarrista, Steve Marriot. Depois de Woods ocupar a guitarra, por troca com Rod, o grupo encurta o seu nome para The Faces e grava o seu álbum de estreia, "First Step". Nesta altura, Rod, que tinha um contrato a solo assinado, lança o seu primeiro disco a solo, "An Old Raincoat Won't Let You Down" (re-nomeado "The Rod Stewart Album", para a sua edição nos EUA), no final de 1969. Um álbum em que as suas raízes folk se combinam com influências R&B e rock, criando um estilo muito próprio. No ano seguinte, os Faces editam "First Step", um álbum mais bem sucedido no Reino Unido do que nos EUA, e que lhes vale uma dedicada falange de admiradores. No mesmo ano, é a vez de Rod, mais uma vez a solo, editar o seu segundo trabalho, "Gasoline Alley", apoiando o álbum com uma tournée pelos EUA.

O ano de 1971 viria a revelar-se decisivo. No princípio do ano, os Faces editam o seu segundo trabalho, "Long Player", enquanto Rod lança "Every Picture Tells A Story", que o leva ao primeiro lugar dos tops britânicos e norte-americanos. Ainda no mesmo ano, os Faces editam novo álbum, "A Nod Is As Good As A Wink... To Blind A Horse". Embalados com o sucesso de Rod, os Faces, colocam o álbum no top 10 britânico e norte-americano. No ano seguinte, a banda entra em digressão e as tensões entre os membros do grupo começam a vir ao de cima. Na mesma altura, Rod edita o seu quarto álbum a solo, "Never A Dull Moment", que praticamente duplica o sucesso de "Every Picture Tells A Story", chegando ao segundo lugar nos EUA e ao número um no Reino Unido.

Na Primavera de 1973, os Faces editam o seu derradeiro álbum, "Ooh La", que chega ao primeiro lugar no Reino Unido e ao 21º nos EUA, e a banda faz a sua última tournée. Mantendo a sua carreira paralela, Rod Stewart lança novo trabalho, "Smiler", no final de 1974. O álbum revela-se um novo sucesso, seguindo a fórmula dos seus anteriores discos, embora esta começasse a revelar algum desgaste. No ano seguinte, edita novo álbum, "Atlantic Crossing". O registo revela um afastamento de grande parte das raízes folk da sua música, acentuando um vertente mais pop. No final do ano, os Faces põem um ponto final na sua carreira.

"A Night In The Town", gravado em 1976, com um grupo de músicos de estúdio, acentua a passagem de Stewart para territórios mais pop, num trabalho que viria a ser bastante bem recebido e que lhe valeu o seu primeiro disco de platina. No ano seguinte, é a vez de "Foot Loose And Fantasy Free", que segue os caminhos do álbum anterior, vendendo mais de três milhões de cópias. O cantor incorpora alguns elementos de disco à sua fórmula musical no seu álbum seguinte, "Blondes Have More Fun", de 1978, num trabalho que foi o seu primeiro número um desde "Every Picture Tells A Story", vendendo mais de quatro milhões de exemplares. Por esta altura, o músico torna-se uma figura pública do jet-set, nomeadamente pelo seu envolvimento amoroso com várias actrizes e modelos.

Com "Tonight I'm Yours", de 1981, Stewart começa a adicionar alguns elementos de new wave ao seu som, e o resultado é novo disco de platina. Pouco depois, a sua carreira sofre uma quebra (os seus três álbuns seguintes parecem algo forçados e apenas atingem três top ten hits, entre 1982 e 88, e só "Camouflage" de 1985 chega ao Ouro).

Stewart volta à ribalta em 1988 com "Out Of Order", gravado com Andy Taylor (Duran Duran) e Bernard Edwards (Chic). Três anos depois, é editado "Vagabond Heart", que nos mostrava um Rod Stewart mais maduro e reflexivo, num trabalho que prossegue a sua recuperação comercial.

Em 1993, reúne-se com Ron Wood (Rolling Stones) para gravar um MTV Unplugged, num trabalho que marca o regresso de Rod Stewart a um som mais acústico.
No seu álbum de 1995, "A Spanner In The Works", o cantor explora uma versão mais polida do seu som, que é bastante bem recebida. No ano seguinte, edita "If We Fall In Love Tonight", que é composto por material anteriormente editado e canções novas. "When We Were The The New Boys", seguiu-se-lhe em 1998 e "Human" em 2000.

2002 marca o arranque de uma nova e bem sucedida direcção na carreira do artista escocês. Rod Stewart pega em clássicos do cancioneiro norte-americano e lança "It Had To Be You... The Great American Songbook", que inclui versões de compositores como Gershwin. A série continuou nos anos seguintes, com "As Time Goes By... The Great American Songbook, Vol. 2" (2003), "Stardust... The Great American Songbook, Vol. 3" (2004) e "Thanks For The Memory: The Great American Songbook, Vol. 4" (2005). O conceito vem aproximar Rod Stewart de um público (mais) adulto, ajudando-o a recuperar confiança na sua voz, após uma complicada operação à garganta.

Em 2005, Rod Stewart actuou no Pavilhão Atlântico, em Lisboa.

Na sequência do seu trabalho de versões junto do catálogo de música norte-americana, Rod Stewart edita em 2010 o álbum "Fly Me to the Moon...The Great American Songbook Volume V", onde se destaca a interpretação do clássico 'I've Got You Under My Skin', popularizado por Frank Sinatra.

Stewart actuou com Stevie Nicks na Heart & Soul Tour que começou a 20 de Março de 2011 em Fort Lauderdale, na Flórida, e passou por várias cidades norte-americanas. Em Agosto de 2011, o cantor assina um contrato de dois anos de actuações asseguradas no Caesars Palace, de Las Vegas. Fica também prometido um álbum de blues para breve.

Em "Time" (de 2013), o cantor escocês regressa ao som mais rockeiro.

Gonçalo Passinhas
Fotografias
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